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Artrite reumatóide


A artrite reumatóide (AR) é uma patologia crônica e sistêmica de etiologia desconhecida, provavelmente multifatorial, na qual há um predomínio de acometimento da sinóvia. Afeta de 0,5% a 1% da população, com predomínio nas mulheres. O diagnóstico precoce e o início da terapêutica adequada são fundamentais e podem modificar a evolução da doença, reduzindo as graves seqüelas.

A radiografia convencional ou simples das mãos é um exame complementar de diagnóstico simples e muito importante em Reumatologia, podendo dar um contributo decisivo ao diagnóstico de várias poliartropatias. Tem também elevado interesse na avaliação da progressão das doenças reumáticas e no diagnóstico das suas complicações. A avaliação radiológica das mãos deve começar por uma radiografia convencional que deve ser de boa qualidade, com adequada exposição à radiação e com as mãos devidamente posicionadas evitando assim na maioria dos casos a necessidade de recorrer a mais exames de diagnóstico.

No início da AR as alterações radiológicas são mínimas ou inexistentes. Pode ser notado apenas aumento de partes moles ao lado das articulações e também osteopenia periarticular. À medida que a doença progride pode haver destruição da cartilagem que radiograficamente se manifesta como estreitamento do espaço articular e erosão.

A progressão da destruição articular aos raios X se correlaciona de forma bastante apropriada com a evolução desfavorável da AR. Podemos dizer que a efetividade do tratamento clínico é diretamente proporcional ao retardo das anormalidades articulares vistas ao exame radiológico.

O diagnóstico da AR é clínico e pode ser feito mesmo sem a ajuda de anormalidades laboratoriais. De alguma forma, porém, existem testes que podem ajudar tanto no diagnóstico como no seguimento e prognóstico dos pacientes. O hemograma pode mostrar anemia de doença crônica moderada a intensa. Esta anemia é normocítica/normocrômica no início da doença passando a microcítica/hipocrômica se o processo inflamatório não for controlado. Podemos encontrar trombocitose que se correlaciona com a presença de inflamação. A velocidade de hemossedimentação (VHS), a alfa-1-glicoproteína ácida e a proteína C reativa (PCR) estão aumentadas na presença de inflamação – Distribuição articular por freqüência de envolvimento na AR Articulação pacientes Metacarpo falangeanas Interfalangeanas proximais
Aumento de volume (inflamação) da articulação interfalangeana proximal do quarto dedo da mão direita em paciente com artrite reumatóide (dedo em fuso). Deformidade em extensão das interfalangeanas proximais e em flexão das interfalangeanas distais caracterizando dedos em “pescoço de cisne” em paciente com artrite reumatóide.
Notar aumento de volume das metacarpofalangeanas. Nódulo reumatóide e inflamação da articulação do cotovelo direito em paciente com artrite reumatóide.

Alguns pacientes podem ter estas provas de atividade inflamatória (PAI) normais, o que não exclui o diagnóstico de AR. O fator reumatóide é uma imunoglobulina IgM anti-IgG presente no soro em cerca de 80% dos pacientes com AR. O fator reumatóide não é específico para a artrite reumatóide, podendo estar presente em estados de estimulação imunológica crônica como na tireoidite autoimune, em outras doenças reumatológicas (lúpus, síndrome de Sjögren), algumas doenças infecciosas (tuberculose, lepra, endocardite bacteriana, hepatite crônica) e mesmo em pacientes normais.

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Artrite Reunatoide

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