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Pancreatite aguda


ESTADIAMENTO TOMOGRÁFICO DA PANCREATITE AGUDA 


A mortalidade por pancreatite aguda foi reduzida nas últimas décadas em função do melhor conhecimento da história natural da doença, dos avanços na terapêutica intensiva e, principalmente, graças aos métodos seccionais de imagem que possibilitaram sua visualização direta. Os exames de imagem são realizados para se detectar cálculos biliares, identificar pacientes com pancreatite de alto risco e suas complicações (pseudocistos, pseudo-aneurismas e abscessos). Dentre as classificações radiológicas destacam-se os critérios de Balthazar que demonstram, através de escore tomográfico, estreita relação entre a presença e o grau de necrose com a mortalidade. Nesse trabalho, selecionamos imagens típicas de pancreatite aguda e suas complicações, ilustrando as características que definem a classificação de Balthazar, associada a uma revisão crítica da literatura.

O exame por imagem é sempre indicado quando a causa da dor abdominal não está clara. Na suspeita de pancreatite aguda, a TC, por sua alta sensibilidade no diagnóstico (90% a 95%) e na detecção do processo inflamatório, tornou-se padrão-ouro no estudo da doença sendo indicada para pacientes com quadros graves (Ranson > 3 ou APACHE II > 8).

Os critérios de Balthazar utilizados no estadiamento tomográfico qualificam a doença em graus de A a E com pontuação de 0 a 4 pontos, sendo:

A (0 pontos) pâncreas de morfologia normal;

B (1 ponto) aumento focal ou difuso da víscera;

C (2 pontos) inflamação peripancreática;

D (3 pontos) coleção líquida única;

E (4 pontos) presença de duas ou mais coleções.

Associa-se a estes critérios o índice de gravidade que quantifica o grau de necrose pancreática em: nula (0 pontos); até 33% (2 pontos); 33% a 50% (4 pontos); superior a 50% da víscera acometida (6 pontos). O escore final qualifica a doença em forma leve (0 a 3 pontos), forma moderada (4 a 6 pontos) e forma grave (7 a 10 pontos).

É importante considerar que os pacientes classificados como forma leve têm chance de evolução mórbida em até 8% com mortalidade de 3%, enquanto os com forma grave têm morbidade de 92% e mortalidade de até 17%. Após revisão crítica da literatura, desenvolvemos em nosso serviço um protocolo para investigação de pancreatite aguda: 1 – na admissão, paciente com diagnóstico suspeito de pancreatite aguda leve: realização de ultra-som de abdome superior para detecção de líquido livre e litíase biliar; 2 – paciente estável com quadro clínico-ultra-sonográfico duvidoso: TC de abdome superior sem contraste; repetir após 72 horas com contraste venoso nos casos piora clínica para avaliação de necrose parenquimatosa; 3 – pacientes com quadro clínico sugestivo de pancreatite grave: realizar ultra-som de abdome superior e TC de abdome superior com contraste.

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