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Carta aberta aos Radiologistas ligados ao Colégio Brasileiro de Radiologia – CBR


Tenho acompanhado os debates e as diversas posições de pessoas relacionadas com a disputa para a nova diretoria do CBR, e analisando as diversas propostas e os argumentos que partem de ambos os lados, inclusive das cartas abertas que partem, tanto da diretoria atual que apoia a chapa 1, quanto da oposição, que apoia a chapa 2, comecei a refletir sobre alguns temas que estão explicitados, porém não explicados, e que considero fundamentais, para dirigir a escolha de quem realmente queremos, como representantes da nossa categoria para condução do nosso futuro, como profissionais e responsáveis pelos nossos serviços.

Na qualidade de Ultrassonografista, devidamente qualificado e certificado pelo CBR-AMB há 35 anos, formado na Universidade Federal Fluminense – UFF, remunerado como profissional pelo meu trabalho como Ultrassonografista Clínico, pois faço diagnóstico durante minha prática diária, e normalmente participo diretamente da conduta a ser adotada nos pacientes, em concordância com o médico assistente. Em relação aos resultados do meu exame, fico me perguntando como é que foi aprovado no Senado Federal um Projeto de Lei de nº 3661/2012 que vem tramitando desde 2008 e que deu entrada no senado em 19/02/2008, sem que nenhuma providência fosse tomada, por qualquer dos nossos propalados zelosos representantes da classe imaginológica. E estou deliberadamente, usando o termo imaginológica, porque, normalmente nas suas explicitações utilizam o termo radiológico. Será que a razão seria porque a ultrassonografia representa uma área que não interessa diretamente aos radiologistas? Mas essa é uma resposta que não nos interessa de imediato. O que me interessa de imediato, é considerar que o nosso trabalho está em risco, pois está sendo inserido mais um intermediário na nossa relação com o paciente, que procura o profissional para o seu diagnóstico e todos nós sabemos, como o método é operador dependente, e como a informação clínica e queixa do paciente interfere diretamente no resultado do exame ecográfico. Sabemos também, como é longa a curva de aprendizagem para adquirir verdadeira expertise no método, e quantos cursos e práticas hands-on tivemos que frequentar e evidentemente remunerar, para chegarmos onde estamos. Alguns argumentam, que em outros países técnicos realizam esses exames, e isto é verdade. O que esquecem, porém, é que nesses países essa prática iniciou quando a ecografia estava engatinhando, e propiciou uma aprendizagem conjunta do médico com o técnico. A realidade atual em nosso país é completamente distinta, porque houve grande avanço do método, que necessita de conhecimentos médicos especializados, e nesses mesmos países, onde técnicos realizam esses exames, eles são pouco valorizados, dependendo com frequência da interferência de outros métodos como a tomografia e a ressonância para comprovar o que poderia ser diagnosticado, com substancial menor custo, apenas pelo exame ultrassonográfico. E isto nós provamos com o uso do método em nosso país!

Não será difícil imaginarmos como será a credibilidade dos exames ultrassonográficos realizados por técnicos na área de musculoesquelético, por exemplo, onde os conhecimentos específicos da especialidade são fundamentais para o diagnóstico. Como saber o que vão procurar, se não conhecem a anatomia, fisiologia e patologia dos processos que acometem cada região a ser estudada, e como o imaginologista médico vai interpretar uma imagem que foi obtida por alguém que não tem a formação necessária para obtê-las? Ou a partir da aprovação do referido PL 3661/2012 estaremos ensinando anatomia médica, fisiologia médica e patologia clínica para os técnicos de radiologia. E se pretendemos ensinar, qual a razão da existência das escolas de medicina, afinal? Sobretudo por ser um curso caro, com longo tempo de formação e carga horária superior a todos os demais cursos, para que? Basta aprovar uma “Lei” que permita técnicos a fazer diagnósticos, prescrever tratamentos e contratar um médico à distância para assinar o documento. Ou estou divagando, ou isso representa um absurdo tão grande que não merece maiores considerações.

Agora vamos ao que é emergente: 1 – Se o PL 3661/2012 foi apresentado no Senado em 19/02/2008 isso significa que já estava sendo elaborado muito antes disso, o que é comprovado pela carta exposta pela presidente do CONTER no site desta Instituição (http://www.conter.gov.br/?pagina=noticias&id=318), onde declara: “(…) Antes de apresentar o projeto de lei que é objeto desta nota, a diretoria executiva do CONTER foi a São Paulo apresentar a minuta à diretoria do CBR (…) ” e “(…) O fato é que o CBR teve várias oportunidades de se posicionar e, somente agora, de forma contestável, tenta descaracterizar uma proposta que há anos recebe contribuições de especialistas do Brasil inteiro (…)” Pergunto: Qual foi a diretoria do CBR que recebeu a proposta e, como informa a carta, se omitiu de comunicar a toda a classe de imaginologistas ou mesmo tomar uma posição clara e transparente em relação a ela. Na época em questão, a Presidência do CBR era então ocupada pelo Dr. Fernando Moreira e a assessoria parlamentar era compartilhada com a Associação Médica Brasileira – AMB, da qual o ex-presidente do CBR, Dr. Aldemir Humberto Soares, era o secretário Geral. O Dr. Aldemir Humberto Soares relata em sua carta que essa assessoria parlamentar ativa e atuante desde 2000 conseguiu derrubar 3 (três) projetos de Lei de reconhecimento da ultrassonografia como especialidade na primeira comissão. Pergunto: por que essa mesma “assessoria parlamentar ativa e atuante desde 2000” (como ele escreve) não conseguiu derrubar esse Projeto de Lei 3661/2012 em nenhuma das comissões, pelas várias que passou, que ele mesmo reconhece como nefasto para a classe imaginológica. Por que agora é tão nefasto se na época, a administração do CBR e da AMB não deu a menor importância a este projeto? Importante lembrar que a tal assessoria parlamentar relatada, era da AMB em “parceria” com o CBR, e que, portanto, estava diretamente ligada à secretaria da AMB, isto é ao Dr. Aldemir Humberto Soares. Durante toda a gestão do Dr. Tramontin, entre 2008 e 2010, não foi movida uma palha, qualquer alerta para a categoria do que estava rolando nos bastidores, e agora, querem responsabilizar a atual diretoria pela desastrosa aprovação pelo Senado. Na qualidade de Ultrassonografista, fico me perguntando, se o Projeto de Lei que reconhece a Ultrassonografia como especialidade, tivesse sido aprovado, estaríamos agora nessa situação arriscada de ver nossa especialidade ser invadida por outra profissão. Pergunto novamente: a quem essa diretoria anterior com a sua “assessoria parlamentar ativa e atuante” estava servindo na verdade? Aos ultrassonografistas que representam a maioria dos filiados do CBR, e que lotam as maiores salas em todos os congressos e jornadas?? Certamente que não!!! A quem, então??????

2 – Por que toda essa indignação em relação aos embates dos concorrentes, se todos nós sabemos que num processo eleitoral, todas as qualidades e também as deficiências e fraquezas dos candidatos vêm à tona. Ninguém, em momento algum, denegriu a imagem ou honradez de qualquer dos dirigentes anteriores, citando como os colegas colocaram, grandes nomes como: Cabello Campos, Caminha, Javert, Hugolino, Abércio, Sesana, Cabral, Itazil, Secaf, Vanildo, Paulo Villar, Walbach, Sidney, Domingos, Giovanni, Koch, Karpovas, Jaime, Armando, Fernando e Tramontin, todos excelentes e dignos profissionais, reconhecemos. A gestão, porém, pode e deve ser questionada. Uma questão que considero de fundamental importância é que até então, a eleição para o CBR só poderia ser realizada durante os congressos, e somente com os presentes no congresso. Isso representava uma minoria da representatividade de todos os imaginologistas, tendo em vista o custo de deslocamento para o evento e, muitas vezes, a escolha do evento que participariam. A maioria escolhe um evento por ano, e acabam por escolher a JPR pelo seu grande marketing, qualidade, e obviamente pela localização. Afinal São Paulo, é sem dúvida o atual centro cultural do Brasil; o que obviamente esvazia a frequência do congresso do CBR. Com a modificação implantada pela atual diretoria, através da aprovação do voto por correspondência, na Assembleia Geral Extraordinária realizada em setembro passado, em Curitiba, o voto ficou muito mais democrático, representando um grande avanço para a categoria. Agora todos podem votar à distância.

3 – Outro fato me chama a atenção. Até então, todas as diretorias do CBR eram eleitas por aclamação, sem concorrência e, corrijam-me se estiver errado, eram indicadas pelo mesmo grupo que já dirigia o Colégio com íntima ligação com a SPR -Sociedade Paulista de Radiologia e, portanto, sem oposição. Sem oposição não há crescimento, pois não há debates de ideias e confronto de opiniões. No momento em que houve uma oposição, e essa oposição se consolidou, o grupo da posição se retirou; acusando a atual diretoria de truculenta, grosseira e sem polidez. Como o fez o Dr. Ricardo Emile Baakline em sua carta de apoio ao candidato da chapa 2 – “CBR para todos”. Pergunto novamente: “CBR para todos” quem? Para todos os que participam e dirigem a SPR – Sociedade Paulista de Radiologia? Pois os que não concordam, estarão automaticamente fora? Será que perder uma eleição significa boicotar e às vezes até sabotar a concorrente vencedora? Se a iniciativa fosse de fato uma proposta de UNIÃO, como vêm preconizando, estariam somando forças com a atual diretoria, apontando alternativas para as situações difíceis como parceiros interessados na solução de conflitos, que eventualmente envolvem toda a classe. Transcrevo a seguir o trecho da carta de apoio do Dr. Baakline à chapa 2 em que acusa a atual diretoria: ” Quanto ao fato de alguns integrantes da Chapa 2 terem se afastado do atual gestão, não posso pessoalmente responder por todos, mas não sei até onde podemos julgá-los por tal atitude: quem quer, ou melhor, quem consegue lidar com a truculência, a falta de polidez e a grosseria presentes nesta gestão?”

‎4 – Não temos absolutamente nada contra o Dr. Carrete, como profissional, professor, administrador ou o que quer que seja. Não é o tema importante em questão. O que importa é a emergência do momento, numa fase de transição, em que observamos a área de atuação médica, e especialmente no setor de diagnóstico, maciçamente agredido por grandes corporações, transformando o médico em mercadoria barata, centralizado em determinados centros, onde os profissionais emitem laudos, como linhas de produção em fábricas para todos os demais setores do país. Diagnósticos impessoais, sem contato com o paciente ou com seu quadro clínico, baseados exclusivamente na imagem capturada, inviabilizando completamente a ARTE do diagnóstico. Quantas vezes em somente vendo o paciente ou ouvindo, resumidamente a sua história, direcionamos o diagnóstico! Será que gostaríamos de assistir nossa profissão rolar por esse despenhadeiro, quando seremos meros expectadores coadjuvantes, assinando laudos solidários com esses colegas à distância??? Não estamos afirmando que o Dr. Carrete representa essa realidade mencionada pelo Dr. Aldemir “A própria telerradiologia, tão contestada, tem resolução própria no CFM, feita em comum acordo com o CBR, e não tenho conhecimento de nenhuma denúncia apresentada e baseada na mesma.” Pergunto novamente: a resolução no CFM feita em comum acordo com o CBR… Quem era a diretoria do CBR quando esse comum acordo foi elaborado??? Quem, da radiologia; ou melhor, da imagenologia foi consultado para a elaboração desse comum acordo? De fato representasse o desejo da maioria??? Nesses 35 anos de atuação, nunca fui questionado em relação a isso e, tenho certeza de que a maioria dos que lerão essa carta, também não foram consultados! E aí novamente pergunto: “CBR para todos” QUEMMMM???

5 – De acordo com a carta do Dr. Aldemir “…Os grandes conglomerados de saúde – e não apenas o DASA – tanto em diagnóstico por imagem como em todas as áreas, inclusive hospitalares, são frutos do momento econômico e da força de grandes investidores que escolheram a área de saúde. O comando destas empresas está quase que totalmente nas mãos de instituições financeiras, que logicamente visam o lucro antes de tudo. É claro que o CBR não poderá impedir suas existências e muito menos acabar com elas…” Pelo que está escrito não podemos fazer mais nada, a não ser aceitarmos a situação que está se delineando, quando grandes instituições financeiras estão comandando a estrutura médica do Brasil. Será isso verdade??? Será que nada pode ser feito?? Se aceitarmos como verdade, está feito!!! Mas se resolvermos juntos, de fato e verdadeiramente unidos, encontrar alternativas para transformarmos a situação que se mostra incialmente tão obscura em outra mais clara e desejável, após reflexão madura; a mudança poderá ser favorável a todos!!! Afinal não são os objetivos do tipo ganha-ganha considerados ideais nas questões de negociação? 6 – Outro assunto, que não pode e não deve ser ocultado, é o fato de que a atual diretoria da Sociedade Paulista de radiologia – SPR vem sistematicamente desrespeitando o estatuto do CBR no “Art. 6o PARA SER FILIADA: ÍTEM 01: Ser pessoa Jurídica que aceite e reconheça os estatutos, regimentos e regulamentos da entidade nacional (ou seja o CBR) e no item 05 -Manter expresso em todos os documentos, circulares e correspondências a logomarca do CBR e sua condição de “Filiada ao Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem”. O QUE A SPR NÃO FAZ desde 2011; e no ART. 48: Ao Presidente compete: item 03 – Representar o CBR em sessões solenes ou conclaves científicos a convite das entidades patrocinadoras; e item 12 – ABRIR AS SESSÕES SOLENES DAS JORNADAS DAS FILIADAS. Nas Jornadas Paulistas de Radiologia de 2011 e 2012, isto é, da atual diretoria, o Presidente do CBR não foi convidado para abrir as sessões solenes como está explicitado no estatuto da SPR. Isso representa desrespeito claro e imperdoável, que vem sendo cometido pela atual diretoria da Sociedade Paulista de Radiologia e, como todos nós sabemos, o Dr. Carrete, candidato a presidência do CBR pela chapa 2 faz parte. Portanto é conivente com esse tremendo desrespeito. Pergunto mais uma vez: Se não é respeitado o estatuto do CBR, na qualidade de dirigente da sociedade filiada, como podemos esperar o respeito ao estatuto da entidade nacional, no caso o CBR, como seu presidente??? De onde parte a maior truculência, falta de polidez e grosseria, afinal???

7 – Diante de tudo o que foi exposto, imagino que a maior truculência, falta de polidez e grosseria da atual diretoria foi ter tido a audácia de compor, pela 1º vez na história do CBR, uma chapa de concorrência na eleição passada e saído vitoriosa, contrariando grandes interesses de alguns “poderosos”, que acostumados a dirigir os destinos de toda uma classe, sem interferências, encontram esse entrave em suas pretensões, adiando por 2 anos a realização de seus projetos, pois, tenho certeza, que diante de sua prepotência imaginam que a vitória já está garantida. Será???? Depende de nós, radiologistas de todo o Brasil!!!!!

Quem vos escreve é um colega com experiência de 15 anos no interior do Paraná e outros 20 anos no Espírito Santo, devidamente inscrito e titulado pelo CBR/AMB, sem títulos acadêmicos ou honrarias sociais, mas com uma vida pautada dentro de princípios éticos e morais, sem nenhum interesse político ou eleitoral; e que passa a maior parte das horas de seus dias ao lado de um equipamento de ultrassonografia, adquirido com esforço, examinando pacientes que vêm ao nosso encontro em busca de diagnóstico para seus males físicos, e muitas vezes, no diálogo que travamos, encontramos solução para muitos de seus problemas emocionais. Este constitui o verdadeiro escopo da medicina, quando esquecemos as meras relações comerciais e encontramos, afinal, a verdadeira essência do juramento de Hipócrates. Afinal, somos médicos antes de tudo!!!

Tenho certeza, que represento muitos Drs. Antônio, Joaquim, Pedro, Roberto, Leonardo, Leandro, José Maria, Clementino, Batista, Renan, Bernardo, Rogério, Márcio… etc. e muitas Dras. Maria, Marlene, Aparecida, Nazareth, Gloria, Maristela, Rosângela, Mariana, Isabela, Helena…etc. que também por sua vez, passam horas e horas de seus dias numa sala em penumbra, em frente a uma tela onde investigam atentamente as imagens que formam em suas mentes, as bases para um diagnóstico ultrassonográfico, que auxiliará na tomada de decisão de um procedimento clínico.

Nesses momentos de reflexão, sentado em frente à tela do computador, que acaba lembrando a tela do equipamento de ultrassonografia, fico me perguntando se tomar partido de uma chapa ou outra vai fazer, de fato, diferença quanto ao futuro de nossa profissão, da área que dediquei tantos anos para adquirir expertise, e cheguei à conclusão de que não quero, à frente da entidade que me representa nacionalmente, alguém que não respeita os seus estatutos. Também não quero um candidato que esteja comprometido com outra pessoa que teve toda a oportunidade de barrar o malfadado PL 3661/2012, pois possuindo ligação direta com a assessoria parlamentar que já teria conseguido barrar este projeto, como muitos outros que não eram do interesse do CBR. E, no entanto, permitiram que fosse aprovado no Senado. Fico imaginando, se não seria inclusive uma estratégia para acusar a atual administração de incompetente, enquanto essa aprovação estaria beneficiando estrategicamente suas pretensões, pela contratação de mão de obra barata. Afinal, o técnico será muitíssimo mais barato que o médico para atender aos interesses das mega corporações como o DASA. O técnico faz o exame, manda imagens capturadas para uma central de diagnóstico, em algum lugar do país, e o relatório volta eletronicamente. Obvio que o resultado será desastroso, mas aí, e só recomendar complementação com ressonância ou tomografia; e o resultado financeiro será substancialmente maior. Quer negócio melhor para quem administra a medicina com interesse nos resultados financeiros??? Também não quero um candidato que acredite numa área de diagnóstico por imagem comandada por instituições financeiras que visem o lucro antes de tudo, e que o CBR ou qualquer entidade de classe não possa impedir o avanço, ou sequer acabar com elas. Isso é aceitação passiva e, na minha opinião, representa submissão. Entrega sem lutas ou busca de alternativas que satisfaçam ambas as partes!

Ficam aí, pois, todas essas reflexões para que tenham materiais e informações suficientes na decisão de quem realmente desejam para o comando dos destinos da representação nacional da atividade que exercem profissionalmente.

Desejamos a todos uma ótima semana e que seus votos, agora democráticos, possam ser guiados com o cuidado e importância que merecem. Por tudo o que informei afirmo: votarei na CHAPA 1!!!

Cordialmente,

Roger Lomba Azevedo Médico Ultrassonografista Sem cargos eletivos ou pretensões eleitorais

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