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Siliconomas

O silicone líquido industrial tem sido introduzido no organismo humano de forma clandestina, com a finalidade de corrigir defeitos, depressões, irregularidades e para aumentar volumes, tanto em mulheres como em homens ou transgêneros. Com tal uso, podem ocorrer várias complicações, tais como infecções, necroses teciduais e, mais tardiamente, a migração do produto, pelo sistema linfático, venoso ou mesmo pela força da gravidade.
Existem basicamente três formas de apresentação do silicone: líquida, gel e elastômero. A aparente simplicidade e o baixo custo do silicone líquido aumentam o uso indiscriminado.

O termo “silicone” se refere aos polímeros manufaturados que contêm silicone elementar. Esses polímeros não são uma substância única, mas uma família de compostos com uma variedade grande de propriedades físicas e químicas, pureza, esterilidade e biocompatibilidade. O silicone líquido injetável ou polidimetilsiloxano fluído, que é o produto usado para preenchimento tecidual, consiste de unidades de dimetilsiloxano que se repetem, terminadas com trimetilsiloxano.

O silicone líquido foi introduzido no início do século XX, com finalidade estética e reparadora, teve seu apogeu no Japão, na década de 1950, e logo após apareceram as primeiras publicações das reações adversas e suas complicações, principalmente com a prática de injeção ilícita dessa substância por pessoas não qualificadas.

Entre 1960 e 1970, médicos e leigos de todo o mundo usaram a técnica de injeção de óleo de silicone ou silicone industrial, com o objetivo de aumentar mamas e, também, para melhorar o contorno corporal. Após alguns anos, variando de 3 a 20, grande parte destes indivíduos evolui com sérias complicações, desde migração do líquido até carcinomas, ocasionando o abandono de tal técnica e seu uso suspenso pelo FDA americano e pela DIMED no Brasil.

O termo siliconomas foi popularizado, em 1965, para caracterizar a reação tipo corpo estranho similar à descrita para outros líquidos, como a parafina. É o achado mais frequente da mastopatia por silicone e, provavelmente, tem relação com o aumento na expansão e crescimento do câncer de mama, pois ocorre uma abertura anormal dos canais linfáticos próximos aos granulomas e nos locais de migração do silicone, incluindo os linfonodos.

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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1983-51752011000100005&script=sci_arttext

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