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BI-RADS

O BI-RADS é um trabalho entre membros de vários Departamentos do Instituto Nacional do Câncer, de Centros de Controle e Prevenção da Patologia Mamária, da Administração de Alimentos e Drogas, da Associação Medica Americana, do Colégio Americano de Radiologia, do Colégio Americano de Cirurgiões e do Colégio Americano de Patologistas, por conseguinte todas essas Instituições ajudaram na elaboração do BI-RADS.

BI-RADS® foi designado como um instrumento mamográfico. Na sua quarta edição BI-RADS®, para mamografia têm sido combinado com BI-RADS®-Ultra-sonografia e BI-RADS®-MRI. Quando apropriado, estes dois novos termos são organizados de forma similares. A Ultra-sonografia e o MRI têm características que são únicas a cada modalidade, mas sempre que aplicável, os termos tendo sido desenvolvidos para mamografia são usados. Catogorias de avaliação são as mesmas para todos os termos BI-RADS®.

O ideal é um laudo de diagnóstico com imagens mamográficas e de ultra-sonografia que serão incluídos no mesmo laudo, com parágrafos em separado detalhando cada um , e uma avaliação final integrada que leve em consideração todos os achados no exame de imagem da mama.

O Ato de Padrão de Qualidade de Mamografia (APQM) requer que uma única avaliação seja dada ao estudo mamográfico. Lugares ou indivíduos que desejem prover BI-RADS® com avaliação em separado para cada mama para fazer o mesmo no texto impresso ou no corpo do laudo, dado que uma avaliação geral única para o estudo seja claramente codificada no final do laudo completo. A avaliação geral final deve, é claro, ser baseada nos mais preocupantes achados presentes. Por exemplo, se achados provavelmente benignos são notados em uma mama e anormalidades suspeitas vistas na mama oposta, o relatório geral deve ser codificado BI-RADS® Categoria 4 anormalidade suspeita. Similarmente, se uma avaliação adicional imediata ainda é necessária para uma mama, (como por exemplo, a paciente não pode esperar pelo exame de ultra-sonografia no momento), e a mama oposta teve achados de probabilidade benigna, o código geral seria BI-RADS® Categoria 0, incompleto.

O objetivo do BI-RADS consiste na padronização dos laudos mamograficos levando em consideração a evolução diagnóstica e a recomendação da conduta.

Não devemos esquecer da historia clinica e do exame físico da paciente.

O BIRADS e suas categorias foi elaborado para orientar da melhor forma possível o médico requisitante do exame, frente aos vários achados mamográficos. É uma forma de melhorar a comunicação entre radiologistas , mastologistas e ginecologistas otimizando assim, a conduta diagnóstica e terapêutica para o paciente.

CATEGORIAS

a – Avaliação Mamográfica Incompleta

Categoria 0

Necessita Avaliação Adicional de Imagem ou Mamografias prévias para comparação

Achado para o qual é necessário avaliação adicional por  imagem. É quase sempre usada em situação de rastreamento mamográfico e raramente deveria ser utilizada depois de uma avaliação detalhada do achado.

Esta categoria inclui o uso de compressão localizada, ampliação, incidências mamográficas especiais, ultra-som, etc.

O radiologista deveria avaliar a necessidade de obter exames anteriores para comparação.

Isto quase sempre é feito em uma situação de rastreio. Em certas circunstâncias esta categoria pode ser usada após uma elaboração mamográfica completa. Uma recomendação para avaliação adicional de imagem pode incluir, mas não é limitada ao uso de spot compressão, magnificação, incidências mamográficas especiais e ultra-sonografia.

Sempre que for possível, caso o estudo não seja negativo, e não contenha um achado tipicamente benigno, tal exame deve ser comparado com estudos anteriores. O radiologista deve julgar a importância em obter tais estudos anteriores. A categoria 0 deve ser somente usada com um filme antigo de comparação quando tal comparação é requisitada para fazer uma avaliação final.

b – Avaliação Mamográfica Completa – Categorias Finais

Categoria 1

Negativa:

Não há comentário algum a ser feito nesta categoria. As mamas são simétricas e não há massas, distorção arquitetural ou microcalcificações suspeitas presentes.

Categoria 2

Achado (s) Benignos

Como na Categoria 1, esta é uma avaliação “normal”, mas aqui, o mamografista escolhe descrever o achado benigno no laudo mamográfico.

Fibroadenomas calcificados em involução, múltiplas calcificações secretórias, lesões que contenham gordura tais como: cistos oleosos, lipomas, galactoceles e densidade mista, hamartoma , todos tem caracteristicamente aparências benignas e podem ser classificados com confiança. O mastografista também pode escolher descrever linfonodos intramamários, calcificações vasculares, implantes ou distorção claramente relacionada a cirurgia prévia enquanto ainda concluindo, se não há evidência mamográfica de malignidade.

Note que as avaliações de ambas Categorias 1 e 2 indicam que não há evidência mamográfica de malignidade. A diferença é que a Categoria 2 deve ser usada quando descrever um ou mais achados mamográficos benignos específicos no laudo, onde a Categoria 1 deve ser utilizada tais achados não são descritos.

Categoria 3

Achado Provavelmente Benigno – um controle de Intervalo-Curto é Sugerido:

Um achado colocado nesta Categoria deve ter menos do que 2% de malignidade. Não existe expectativa de mudança após o intervalo para controle; entretanto, o mamografista pode preferir estabelecer sua estabilidade.

Existem diversos estudos clínicos prospectivos demonstrando a segurança e eficácia de um controle inicial de curto-prazo para achados mamográficos específicos (1-5).

Três achados específicos são descritos como sendo provavelmente benignos (a massa sólida circunscrita não calcificada, assimetria focal, calcificações agrupadas redondas (punctiformes) o último é considerado por alguns mastografistas de serem de características absolutamente benigna). Todos os estudos publicados enfatizam a necessidade de conduzir uma avaliação completa de diagnóstico de imagem antes de fazer uma avaliação provavelmente benigna (Categoria 3); logo não é aconselhável fazer uma avaliação quando está interpretando um exame de rastreio. Ainda mais, todos os estudos publicados excluem lesões palpáveis, logo o uso de uma avaliação de provavelmente benigna para uma lesão palpável não é sustentada por dados científicos. Finalmente, evidências de todos os estudos publicados indicam a necessidade da biopsia mais do que um controle continuado quando os achados com maior probabilidade de benignidade aumentam em tamanho ou extensão.

Enquanto a vasta maioria dos achados nesta categoria serão manejados com um exame- follow-up inicial a curto-prazo (06 meses) seguido de exames adicionais a longo-prazo (02 anos ou mais) até que a estabilidade seja aparente, há ocasiões nas quais a biopsia é feita (desejos da paciente ou preocupações clínicas).

Categoria 4

Anormalidade Suspeita – Biopsia deve ser Considerada:

Esta Categoria é reservada para achados que não têm a clássica aparência de malignidade mas tem um espectro amplo de probabilidade de malignidade que é maior do que daquelas lesões na Categoria 3. Logo, a maior parte das recomendações para procedimentos invasivos da mama serão colocados anexos nesta Categoria. Pela subdivisão da Categoria 4 em 4A, 4B e 4C como sugerido no Capítulo Guia, é encorajado que probabilidades relevantes de malignidade sejam indicadas anexas nesta categoria para que a paciente e o seu clínico possam tomar uma decisão informada do curso da ação final.

Categoria 4A

A Categoria 4A pode ser usada para um achado que precise de intervenção mas com baixa suspeita de malignidade. O laudo patológico de malignidade não esperado e a rotina de controle de 6-meses após a biopsia benigna ou exame citólogico é apropriado.

Exemplos de achados colocados nesta categoria podem ser massa sólida, palpável, parcialmente circunscrita com características na ultra-sonografia sugestiva de fibroadenoma, cisto palpável complicado ou provável abcesso.

Categoria 4B

A Categoria 4B inclui lesões com uma intermediária suspeita de malignidade. Achados nesta categoria justifica procurar correlação radiológica e patológica. Um controle com resultado benigno nesta situação, depende da concordância. Uma massa, parcialmente circunscrita e parcialmente delimitada resultando em fibroadenoma ou necroses de gordura é aceitável, mas um resultado de papiloma pode justificar uma biopsia excisional.

Categoria 4C

A Categoria 4C inclui achados de suspeição moderada, mas não clássica para malignidade (como na Categoria 5). Exemplos de achados colocados nesta categoria são de uma massa sólida, irregular e mal-definida ou um novo grupo de finas microcalcificações pleomórficas. Um resultado maligno é esperado nesta categoria.

Estas divisões internas da Categoria 4 deve encorajar patologistas a iniciarem uma avaliação mais profunda dos resultados benignos da Categoria 4C, e deve permitir aos médicos a melhor entenderem as recomendações de controle após a biopsia por achados colocados em cada subdivisão da Categoria 4.

Qual a vantagem da subdivisão da Categoria 4 ?

Para patologistas : avaliação mais profunda de lesões com resultados de benignidade na Categoria 4C

Para clínicos : melhor entendimento do seguimento dos achados colocados em cada subdivisão.

Qual a complicação da subdivisão da Categoria 4 ?

Nenhuma

Categoria 5

Altamente Sugestiva de Malignidade – Ação Apropriada deve ser tomada (malignidade quase certa)

Estas lesões têm alta probabilidade (= 95%) de serem câncer. Esta categoria possui lesões no qual um estágio de tratamento cirúrgico deve ser considerado sem biopsia preliminar. Entretanto, cuidado oncológico corrente pode precisar uma amostra de tecido percutâneo, como por exemplo, quando a imagem do nódulo sentinela esta incluída no tratamento cirurgíco ou quando a quimioterapia neodjuvante é administrada no início.

Esta categoria deve ser reservada para achados que são clássicos câncer de mama, com =95% probabilidade de malignidade. Uma massa espiculada, irregular, com alta-densidade, um arranjo segmentado ou linear de finas calcificações lineares ou uma massa espiculada irregular com microcalcificações pleomórficas associadas são exemplos de lesões que devem ser colocadas na Categoria 5. Achados que justifiquem uma biopsia mas não são clássicos para malignidade devem ser colocados na Categoria 4, idealmente em uma das 3 subdivisões mencionadas acima.

Categoria 6

Biopsia Conhecida – Malignidade Comprovada – Ação Apropriada deve ser tomada:

Esta categoria é resevada para lesões identificadas no estudo de imagem, com biopsia comprovada de malignidade anterior a terapia definitiva.

O uso da Categoria 6 não é apropriado seguindo excisão de malignidade (Tumorectomia). Após a cirurgia, poderá não haver evidência residual do tumor, com avaliação final para Categoria 3, provavelmente benigno, ou Categoria 2, benigno. Pode haver; alternativamente, calcificações suspeitas para resíduos tumorais, com avaliação final para Categoria 4, suspeito, ou Categoria 5, de malignidade altamente sugestiva, com recomendação para biopsia ou cirurgia adicional.

A maior razão para adicionar a Categoria 6 é que o mérito dos exames nesta avaliação deve ser excluído da auditoria. Auditorias que incluam tais exames podem inapropriadamente indicar taxas dilatadas de detecção de câncer, de valores preditivos positivos, e outros parâmetros.

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