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 Pneumonites  de Hipersensibilidade

O termo pneumonite de hipersensibilidade designa um grupo de doenças resultantes da inalação repetida e da sensibilização a um grande número de partículas orgânicas. Menos freqüentemente, essa sensibilização se dá a inalantes químicos de baixo peso molecular. Também conhecida como alveolite alérgica extrínseca, a importância dessa moléstia reside no fato de, uma vez identificado e afastado o agente causador, ela poder  estabilizar-se ou reverter totalmente. A lista de agentes que podem causar PH é extensa.

O diagnóstico de PH depende, principalmente, de um apurado senso clínico. Uma história bem feita, que sugira uma relação temporal entre os sintomas e certas atividades profissionais ou passatempos, freqüentemente é a melhor pista para se chegar ao diagnóstico. A história ambiental deve-se estender ao ambiente doméstico, indagando-se sobre a presença de umidade, vazamentos, bolor, e criação de animais.

Classicamente, a PH é dividida em aguda e crônica. Na primeira, sintomas, tais como febre, fraqueza, dores musculares, tosse, dispnéia e aperto no peito, aparecem quatro a doze horas após a exposição ao agente, como, por exemplo, feno mofado. Ao exame físico, febre e estertores finos podem ser evidenciados. A forma aguda costuma ser autolimitada, os sintomas desaparecendo vinte e quatro (24) horas após o seu início, até o momento em que uma nova exposição ocorra. A forma crônica, normalmente, se associa às maiores dificuldades diagnósticas. Dispnéia ao exercício e tosse seca são os sintomas predominantes. Cansaço e perda de peso também podem estar presentes.

O exame físico pode ser normal ou evidenciar estertores difusos. Sibilos têm sido descritos em alguns pacientes, e um tipo particular de som respiratório, denominado grasnido, é particularmente sugestivo de PH. O pulmão dos criadores de pássaros, em particular, costuma ter evolução silenciosa, não raro sendo diagnosticado apenas em fases avançadas de insuficiência respiratória.

A radiografia de tórax, nas formas agudas de PH, pode ser normal, mas, tipicamente, mostra nódulos micronodulares, disseminados ou de predomínio basal. Infiltrados, em vidro despolido, difusos, também podem estar presentes.

Nas formas crônicas, infiltrados reticulares, disseminados acometem ambos os pulmões. Os volumes pulmonares podem estar mantidos ou diminuídos, e existe uma tendência para o acometimento ser maior em lobos superiores. A TCAR, nessa fase, costuma mostrar áreas de densidades lineares e faveolamento, simulando FPI. Contudo, a associação de nódulos centrilobulares, em profusão variável, e áreas de vidro despolido com distribuição desigual, falam a favor de PH crônica.

O diagnóstico de PH, geralmente, é confirmado por biópsia cirúrgica. Histologicamente, os achados são de uma bronquiolite celular, associada a um infiltrado intersticial mononuclear e a alguns granulomas. Tais granulomas costumam ser pequenos e freqüentemente malformados, mostrando-se mais como um acúmulo frouxo de células epitelióides. Alguns casos podem mostrar áreas de bronquiolite obliterante e pneumonia em organização (em inglês BOOP) associadas. Em casos crônicos, um padrão tipo UIP, indistinguível da FPI, já foi descrito.