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 Pneumonia intersticial não específica (PINE)

 PINE é um padrão histológico de pneumonite intersticial idiopática que não apresenta características patológicas muito específicas. Acaba por ser um diagnóstico de exclusão, já que nesse padrão histológico não são encontradas características próprias de outras PII como, por exemplo, o intenso acúmulo de macrófagos amarronzados da bronquiolite respiratória.

Na maioria das vezes a PINE pode ser caracterizada pela presença de lesão crônica com uniformidade das alterações inflamatórias e fibróticas dos septos alveolares, sem faveolamento apreciável. Atualmente é feita uma distinção entre PINE de padrão celular e PINE de padrão fibrosante.

Na última classe, além do infiltrado celular crônico de intensidade leve a moderada, há a presença de deposição de tecido fibrótico no interstício, mas falta a heterogeneidade temporal e o faveolamento característicos da PIU.

O padrão histológico da PINE freqüentemente é encontrado no acometimento pulmonar por doenças colágeno-vasculares, tal como a esclerose sistêmica. Contudo, padrões histológicos desse tipo podem estar presentes, entre outros, em pacientes com pneumonites de hipersensibilidade e mesmo toxicidade pulmonar por drogas. Nessas situações, o diagnóstico a ser estabelecido é o da condição desencadeadora do processo e não se empregar a denominação do padrão histológico como sinônimo da doença. Em alguns casos de pacientes com DPDP, a biópsia a céu aberto revela um padrão de PINE que não está associado a doenças do colágeno ou exposição ambiental. Nesses casos idiopáticos a denominação da condição clínica acaba por ser o próprio nome do padrão anátomo-patológico. Tais situações correspondem geralmente a pacientes um pouco mais jovens do que portadores de FPI e com infiltrados radiológicos geralmente mostrando componentes alveolares. Pacientes com PINE, de modo geral, respondem melhor ao tratamento com corticosteróides e imunossupressores do que pacientes com FIP, justificando a distinção.

Embora o prognóstico da PINE fibrótica não seja tão bom quanto o da PINE celular, ele também é melhor do que o da PIU-FIP. Foi ainda constatado que, quando são realizadas biópsias pulmonares em mais de um lobo pulmonar, alguns pacientes com PII podem apresentar resultados discordantes, ou seja, em um lobo PIU e em outro PINE. Nesses casos o diagnóstico a ser firmado é de FPI, pois a resposta ao tratamento e o prognóstico não diferem daqueles indivíduos nos quais os achados em ambos os lobos foi PIU.

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