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Sequestro pulmonar é uma malformação congênita caracterizada por uma massa de tecido pulmonar não funcionante separada da árvore traqueobrônquica normal e vascularizada por uma artéria sistêmica anômala, comumente derivada da aorta torácica, do tronco celíaco ou das artérias intercostais. Essa anomalia representa entre 0,15 e 6,45% de todas as malformações pulmonares. Nenhuma anormalidade cromossômica foi identificada nos pacientes que apresentavam seqüestro pulmonar. Dois tipos de seqüestro pulmonar são reconhecidos, dependendo da presença ou não de envoltório próprio(2).

O sequestro pulmonar extralobar (SPE) está encerrado dentro de sua própria membrana pleural, em geral, em íntima proximidade com o parênquima pulmonar. Recebe seu suprimento arterial da aorta abdominal ou de um de seus ramos e a drenagem é feita geralmente para veia ázigos, hemiázigos ou porta(VCI) criando uma derivação da esquerda para a direita. Não contém espaços aéreos. É geralmente diagnosticado na infância ou adolescência, sem evidência de infecção.

O seqüestro pulmonar intralobar (SPI) é definido como um segmento do parênquima pulmonar situado dentro do revestimento pleural normal do pulmão, não conectado à árvore traqueobrônquica e suprido por circulação arterial sistêmica anômala.

Deriva seu suprimento arterial, quase invariavelmente, da aorta ou de um de seus ramos.

Os lobos superiores são raramente afetados; nesses casos o vaso anômalo origina-se comumente da aorta torácica ascendente ou de um de seus principais ramos, sendo muito comuns outras anomalias cardíacas. No SPI a artéria nutriz é geralmente de largo calibre.

A drenagem venosa é feita por veias pulmonares, produzindo uma derivação da esquerda para a esquerda, porém há casos relatados de drenagem para a veia cava inferior ou para o sistema ázigos. Normalmente, não tem comunicação com a árvore traqueobrônquica e, quando isso ocorre, está geralmente associada com infecção no pulmão seqüestrado, provavelmente causada por erosão e fistulização. Sessenta a noventa por cento dos seqüestros estão localizados no tórax póstero-inferior esquerdo e lobo inferior.

O segmento póstero-basal do lobo inferior esquerdo é local comum para SPI, mas tem sido identificado ainda em lobos superiores e, raramente, em lobo médio ou bilateralmente.

O seqüestro intralobar é três vezes mais freqüente do que a variedade extralobar.A tomografia tem sido usada para demonstrar características anormais do parênquima e pode identificar o suprimento sanguíneo aberrante do pulmão seqüestrado, mas para confirmação definitiva do diagnóstico prefere-se a arteriografia.

A angiografia pré-operatória não só confirma o diagnóstico, mas demonstra com precisão a origem do suprimento vascular, informação esta importante para o sucesso da operação.


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